domingo, 8 de agosto de 2010

Glamour e Boca do Lixo

Algum tempo atrás um amigo pediu pra eu fazer as fotos pro TCC dele. O tema: prostituição no centro de São Paulo. 

Eu acho uma puta-falta-de-sacanagem essa galera que chega pedindo favor pra fotógrafo/ designer/ etc. dizendo que "são só umas fotos, é tranquilo de fazer". Mas o caso é que eu sou boa amiga e curtoumaputaria como não tenho o menor pudor quando estou com a câmera em punho, lá fui eu pra cracolândia trabalhar. 

Obviamente o local não é dos mais acolhedores. Fui ameaçada pela dona de um puteiro dizendo que alguém poderia me tirar a câmera ou "fazer coisa pior" caso continuasse por ali. Sofri olhares repreensivos de vários "seguranças" e quando vi, estava no meio de uma briga tentando enquadrar o melhor ângulo. De um lado uma prostituta empunhava um galho e de outro um mendigo com uma faca de plástico. Felizmente um amigo me tirou dali dizendo "aiai Lika, você não tem jeito mesmo".

Apesar de todas as aventuras, o importante é que as-fotos-da-festa-ficaram-ótimas e o que era um TCC virou um livro digníssimo que será lançado no próximo domingo (15/08), aqui em São Paulo.



Glamour e a Boca do Lixo

Lançamento da Editora Multifoco aborda a prostituição barata no centro de São Paulo

Na rua dos Andradas, perto da Estação da Luz, um prédio vermelho chama atenção pelo movimento, um constante entra-e-sai de homens. A fachada, comum e bem cuidada, esconde o que funciona lá dentro. Quem se aventura pelo edifício descobre, espalhadas pelas escadas e em quartos criados com divisórias de madeirite, dezenas de prostitutas oferecendo programas a partir de R$15. É difícil vencer os degraus, já que elas, vestindo apenas calcinha e sutiã, ou vestidos decotados, puxam e disputam quase no tapa os homens.

Não longe dali, na rua Guaianazes, pequenos sobrados têm as portas abertas o dia todo. Quem entra descobre pequenos bordéis, em que as moças se apresentam em uma sala de visitas. O programa, que pode ser fechado por R$10, é feito em cubículos mobiliados apenas com um colchão no chão.

Na avenida Ipiranga e na Aurora, cinemas decadentes exibem filmes pornográficos enquanto garotas de programa circulam pelas fileiras, oferecendo seus serviços. Tudo pode ser feito ali mesmo, nas cadeiras de madeira ou no corredor. Na rua Aurora, pequenas boates tocam forró e black music enquanto os clientes pagam cervejas às moças da casa em troca de boquetes ou sexo – tudo acontecendo no próprio salão, na frente de todos.

Essas cenas acontecem todos os dias pelas principais ruas do centro de São Paulo e passam incólumes pelo cidadão comum. Em “Glamour e Boca do Lixo – histórias da prostituição no centro de São Paulo”, o leitor poderá conhecer esses lugares, histórias sobre cada um deles e sobre as mulheres que ganham a vida por ali. Os prédios treme-treme, os chamados “privês”, boates, as mulheres do Parque da Luz – tudo está nas páginas do livro, que será lançado em 15 de agosto pela Editora Multifoco.

As histórias das prostitutas e dos clientes são contadas em um tom informal, como que em um descompromissado passeio pela região central e seus segredos – sem moralismos ou julgamentos.
O livro é uma instigante reportagem, fruto de um trabalho de conclusão de curso de quatro jornalistas. Durante meses, os quatro autores frequentaram o baixo meretrício, conhecendo pessoas e lugares, ouvindo causos, assistindo cenas surreais. Dessa experiência surgiu Glamour e Boca do Lixo. A publicação ainda traz fotos que ajudam o leitor a se sentir ainda mais por dentro desse mundo cheio de particularidades.

Na porta das boates, os leões de chácara – hoje mais conhecidos como “laçadores” – convidam quem passa pelas ruas para conhecer as casas da luz vermelha. Aqui, nós convidamos você, leitor, a conferir o lançamento da obra na Bienal do Livro de São Paulo, e mergulhar nessas páginas, que são um verdadeiro tour pela boca do lixo paulistana.

Glamour e boca do lixo – histórias da prostituição no centro de São Paulo

Autores: Gustavo Pinchiaro, Luciano Costa, Renan Rodrigues e Ricardo Casarin. 
Fotos: Lívia Ramirez
Lançamento – 15/08 (domingo)
Bienal do Livro de São Paulo – Anhembi
Com sessão de autógrafos dos autores das 10h às 12h

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Calypso

Não, não é o hediondo gênero pop brasileiro.

Calypso é um estilo musical originário de Trinidad and Tobago, um país caribenho situado à costa leste da Venezuela entre o mar do Caribe e o oceano Atlântico. Eles são um dos países com maior população de língua inglesa da região, perdendo apenas para a Jamaica.
O estilo, algo como um jazz-afro-caribenho, surgiu a partir da boa e velha mistureba, de onde nascem tantas coisas maravilhosas. Franceses, espanhóis, ingleses, africanos, nativos, escravos, estrangeiros, carnaval, independência, libertários, libertados, libertinos, tudo isso só podia resultar em colapso calypso.

Por volta de 1945, quando o estilo se tornou mais popular, uma música de Lord Invader (Rupert Grant) e Lionel Belasco foi comprada e sofreu alterações, sendo regravada por The Andrews Sisters. Ok, obviamente o Morey Amsterdam roubou a música, fodeu com ela e depois o cara teve que sair correndo pra falar "aow mano, a música é minha, pague o que deve", assim como acontecia com geral na época. O caso é que a música chegou a ficar por dez semanas no top list da Billboard. A seguir, a versão original de "Rum and Coca-Cola".




Lord Invader - Rum And Coca Cola

And when the Yankees first went to Trinidad,
Some of the young girls were more than glad,
They said that the Yankees treat them nice,
And they give them a better price.

They buy rum and Coca-Cola,
Went (going) down Point Cumana,
Both mothers and daughters,
Working for their Yankee dollars

Ah, look I had a little chick the other day,
But her mother came and took her away,
Herself, her mother and her sisters,
Went in a cab with some soldiers

They have some aristos* in Port of Spain,
I know a lot, but I won't call name,
And in the day they wouldn't give you a right**
But you might see them with the foreigners late at night, drinking

I know a couple who got married one afternoon,
And was to go Miami on their honeymoon,
But the bride run away with a soldier lad,
And the stupid husband went staring mad.

*aristo- aristocrat or rich person.
** right- handshake on a deal, i.e., wouldn't traffic with the local people


Stanley Brinks (ex-Herman Düne) , gravou uma série de versões de clássicos do calypso junto com uma garota super carismática chamada Clemence Freschard. O resultado é lindo e você pode ver nesse vídeo, que tem uma versão de "Love, love, love", do Egbert Moore, mais conhecido como Lord Beginner (esse povo que adora mudar de nome...)



Caso se interesse em conhecer mais sobre o Calypso, esse blog tem muita coisa legal (pra baixar) theslymongoose.blogspot.com. Fica a dica.

domingo, 27 de junho de 2010

I am free single and disengaged



We don't care.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Darwin Deez

Tente não sair dançando por aí.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Horrendo.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

The Philosophy of Andy Warhol



""I love uniforms! Because if there's nothing there, clothes are certainly not going to make the man. It's better to always wear the same thing and know that people are liking you for the real you and not the you your clothes make. Anyway it's more exciting to see where people live than what they wear. I mean, it's better to see their clothes hanging on their chairs than on their bodies. Everybody should just have all their clothes hanging out. Nothing should be hidden except the things you don't want your mother to see. That's the only reason I'm scared of dying."
The Philosophy of Andy Warhol


ps. Aqui tem o livro pra quem quiser ler. :)

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Brett Dennen



Tô numas de só colocar coisa "antiga" aqui porque do que é novo a gente tem uns Lúcio Ribeiro da vida por aí pra falar. Brett Dennen, ruivinho californiano faz um (obviamente, como 80% das coisas que eu posto aqui) folk pop muito digno e é dono de uma voz extremamente agradável.

www.myspace.com/brettdennen

sábado, 8 de maio de 2010

Tiazinha na Funhouse!

terça-feira, 4 de maio de 2010

Slow Club

Conheço faz tempo, mas só fui viciar no Yeah So por agora. Não tem como não se apaixonar por essa dupla. Para sair dançando ou morrer na fossa, Slow Club.


There is no good way to say I'm leaving you

quinta-feira, 29 de abril de 2010

E fazendo parte dos 50 discos da semana passada, Thao with The Get Down Stay Down!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Acho que já recomendei Girls aqui. Hellhole Ratrace  tem um clipe lindo e é uma música pra ficar no repeat pra sempre. Bom, o caso é que agora os bonitos me vem com essa aí, cover de um dos meus artistas favoritos, Daniel Johnston. Chorem.

terça-feira, 27 de abril de 2010

The Dodos


Normalmente quando eu saio pelos blogs catando bandas novas, baixo uns 50 disco num dia só e vou ouvindo aos poucos com o passar do tempo. Hoje eu tava no ônibus vindo pro trabalho e eis que surgiu algo muito bom no meu Ipod. Taí, The Dodos! Pra quem se interessar em baixar alguma coisa, eu indico o Visiter.


domingo, 18 de abril de 2010


Oh, everybody's dying just to get the disease

quinta-feira, 25 de março de 2010

but it makes me kinda nervous to say so

quinta-feira, 18 de março de 2010

Tá boa bonita?